Parte da indenização paga pelo Carrefour no caso de racismo é convertida para processos seletivos para negros

O valor de R$ 115 milhões deve ser destinado também para outras iniciativas de combate a desigualdade de raça.

Na última semana, foi assinado o acordo judicial que obriga o Carrefour a pagar uma indenização no valor de R $ 115 milhões pelos danos comunitários e abertura de ações judiciais, por conta da abordagem racista que levou à morte do cliente negro João Alberto Freitas, de 40 anos, que faleceu após ser espancado por seguranças do supermercado. O caso ocorreu no Rio Grande do Sul, no dia 19 de novembro de 2020.

O dinheiro da indenização será usado para iniciativas de combate ao racismo. A decisão faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que inclui os órgãos Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública do Rio Grande do Sul (DPE-RS), Defensoria Pública da União (DPU), além das ONGs Educafro e Centro Santos Dias de Direitos Humanos, ligado à Arquidiocese de São Paulo.  

Em nota divulgada à imprensa, o Carrefour afirma que irá atuar como agente de transformação da sociedade e lutará contra o racismo e ressaltou que o termo não reduz a perda de uma vida, mas é um passo dado para que novas tragédias não se repitam.

Uso da indenização também inclui Programas de Estágio e Trainee

O TAC também prevê que o Carrefour publique em um prazo de 180 dias um Programa de Estágio e um Programa de Trainee destinados exclusivamente para negros.

Esses Programas devem ofertar dez vagas anuais e devem se repetir durante três anos. O valor de R $4 milhões do acordo deve ser destinado para essas iniciativas.

O Carrefour também deverá contratar, em um prazo de três anos, 30 mil funcionários negros, além de desenvolver e capacitar 300 funcionários negros para se tornarem líderes. O valor de R $5 milhões será destinado para esse processo.

Os impactos desta decisão no mercado e nos processos seletivos

Apesar de ser consequência de um crime de racismo, a decisão de incluir Programas de Estágio e Trainee para negros mostra a força que Programas como esse possuem para transformar o cenário da empregabilidade para jovens profissionais pertencentes a grupos de vulnerabilidade social.

Já falamos por aqui que a diversidade é um tema em alta no mercado de trabalho e está lado a lado com a inovação e a criação de um ambiente colaborativo com resultados otimizados.

Prova disso é que outras empresas já lançaram Programas com afirmação racial de forma mais proativa, como é o caso do Magalu, Bayer, Dow, Enel e Bank of America. Essas iniciativas são pensadas para promover a equidade de raça e fazer com que aumente o número de profissionais negros em vagas de liderança.

É claro que muito ainda deve ser feito para que haja uma mudança efetiva. No caso deste crime de racismo, podemos tirar lições organizacionais importantes e prever que em breve mais programas voltados para pessoas negras irão surgir no mercado.

Atenção para a nossa página de vagas abertas. Divulgamos aqui todos os processos seletivos lançados.

 

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