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Gestão de Caixa em tempos de crise – Webinar Falconi

O artigo “Gestão de caixa em Tempos de crise” foi escrito por Júlia Garcia e revisado pela equipe da Seja Trainee.

Júlia participou do projeto colaborativo Trainee ajuda Trainee com o intuito de produzir conteúdos para ajudar candidatos como você!

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O Webinar da consultoria Falconi teve como tema “Gestão de Caixa em Tempos de Crise” foi realizado por Bernardo Miranda, Sócio e Head da Falconi North America.

Bernardo iniciou o Webinar com a máxima “CASH IS KING”, que significa que uma empresa sem capital é uma empresa com ausência de recursos, sem liquidez e que não gera valor.

Por isso, o objetivo durante esse período de crise é mitigar ao máximo o impacto no consumo de caixa e, assim, a transmissão contou com diversos direcionamentos para isso.

Hoje, cerca de 75% do valor das empresas encontra-se na projeção de caixas futuros.

Uma das principais causas de falência estão relacionadas a problemas de liquidez, ou seja, a empresa não possui caixa para poder financiar sua operação.

Somado isso, existem os problemas de crédito, onde a empresa não possui crédito ou reputação para buscar crédito.

 

Contexto atual

Em um período de crise como o atual e onde as mudanças ocorrem rapidamente, as empresas não acompanham  na mesma proporção a readequação das estruturas organizacionais.

O resultado é toplines com a receita caindo e com uma estrutura de custos e despesas constante, o que influi no lucro das empresas, que em caso de prejuízo, precisam recorrer ao caixa para financiar a operação.

O lockdown reduzirá drasticamente as receitas das empresas.

Segundo Bernardo, 20 dos 35 principais setores serão afetados. Para pequenas e médias empresas, a situação é mais complicada.

Segundo dados do JP Morgan, as empresas têm em média 27 dias de tempo de caixa para financiar suas operações.

Com o lockdown, muitas precisarão de financiamento. Para um bom diagnóstico da liquidez da sua empresa, é necessário entender o quanto o caixa líquido consegue atender as obrigações da empresa, em curto e longo prazo.

Para tomadas de decisão, é necessário entender as alavancas de geração e consumo de caixa e a dinâmica entre elas.

Quantos dias ou meses seu caixa atual sustenta a operação como ela funciona hoje?

É preciso um diagnóstico com perguntas para descobrir a resposta dessa pergunta.

 

1) Entenda a exposição da sua carteira de clientes

  • Seja proativo. Os padrões de histórico de recebíveis de clientes não irão seguir, faça uma análise cautelosa de quem pode deixar de te pagar neste momento, converse com seus principais clientes.

2) Análise a liquidez dos seus estoques

  • Identifique a alteração do giro no nível de produtos.
  • Identifique variações no mix e customize seu portfólio.
  • Considere descontos.

3) Negocie com seus fornecedores

  • Busque alongamento dos prazos e descontos temporários
  • Invista no relacionamento e na parceria de longo prazo. Entenda quem são seus principais fornecedores.

4) Priorize os projetos

  • Faça o levantamento dos principais investimento previstos para o ano.
  • Foque em investir em investimentos que sejam focados em resultados ou que tragam melhorias estruturais.

5) Revise seu grau de alavancagem

  • Identifique seu nível de endividamento e os calendários de pagamento.
  • Em caso de empresas com baixa alavancagem e acesso a crédito barato, considere financiamentos.
  • Caso haja necessidade de financiamento, mostre um plano claro pro banco. Com um bom plano de retomada, o banco entenderá que é possível receber de volta.

 

Outras dicas:

  • Invista em controles automatizados: é necessário que estejam disponíveis em plataformas para as pessoas olharem. As pessoas não estão dentro da empresa e não sabem o que está acontecendo, por isso é necessário entender o que se passa.
  • Fidelize suas receitas: seja proativo no contato com seus principais clientes. Demonstre empatia, seja flexível em relação a questões associadas a níveis de serviço e/ou comerciais.
  • Adeque seus modelos de precificação: de forma dinâmica, utilize tecnologia.
  • Flexibilize turnos de trabalho: elimine horas extras, adote férias temporárias. Em situações drásticas, considere o fechamento de operações – produtos defasados. Uso de analytics avançado para entender a precificação.
  • Convoque seus principais fornecedores: negocie condições melhores e suspenda contratos com baixo impacto na operação.
  • Controle todos os dias: contas a pagar, contas a receber. É necessário controle diário durante a crise.
  • Comunicação: fale seus resultados para o seu time, utilize a comunicação constantemente.

 

Alguns pontos de reflexão, baseados em 3 pontos importantes quanto ao gerenciamento da empresa em tempos de crise:

 

GESTÃO

  • Meu sistema de gestão está preparado para mudanças de cenário?
  • Minha governança está adequada para momentos de crise?

 

TECNOLOGIA

  • Existem modelos preditivos para redefinição das metas operacionais?
  • Existem sistemas que me permitem gerir a crise de forma dinâmica?

 

PESSOAS

  • time possui competências necessários para o momento?
  • A política de incentivos está preparada para ser flexibilizada?

 

O momento é de empatia. As crises são temporárias, mas a relação entre as partes permanece. Busque a melhor saída para as partes.

 

Por fim, Bernardo ressaltou que as empresas que saírem bem dessa crise entrarão em uma nova fase de crescimento, em nova fase recuperação, sob novo contexto e sob novo cenário.

 

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