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Persistir ou desistir dos processos seletivos: como lidar com os nãos e as expectativas de cada etapa?

Por Taís Albuquerque

Persistir ou desistir dos processos seletivos? Por que é tão difícil esperar o tão sonhado SIM? Como controlar as nossas expectativas com a realidade do mercado? Será que estou fazendo as escolhas certas? Será que tenho o perfil para essas empresas e vagas? Se você está lendo esse texto e não se fez nenhuma dessas perguntas até agora, então é melhor nem ler o restante, pois vamos falar sobre um tema forte!

 

Desistir é para os fracos! E persistir é para os fortes? Você já ouviu essa frase de alguém ou você acredita nela?

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Antes de continuar respondendo essa frase, que tal de perguntar quais são seus sonhos e suas expectativas de carreira? Onde você deseja chegar na sua vida profissional?

 

Estamos na fase de espera por respostas nos processos seletivos, das várias inscrições que muitos fazem, começam a chegar os e-mails com as respostas, e nem sempre elas são tão positivas como gostaríamos, certo? E como você tem lidado com isso? Como é receber um “NÃO”? Nessa hora você pensa em persistir ou desistir dos processos seletivos?

 

Ou melhor, em continuar acreditando em você mesmo e tudo o que você fez até aqui. E por quê desistir de algo (aquela empresa que você recebeu um não esse ano), tem que te fazer tão mal? Talvez insistir tanto em algo que não está te trazendo nenhum aprendizado ou te fazendo bem, não é mais ruim do que saber a hora certa de abrir mão e deixar isso pra traz e ir buscar algo novo que de fato possa ser melhor!?

 

Algumas pessoas acreditam que desistir é um ato para pessoas imaturas ou indecisas, mas será? Ser maduro (a), inteligente e sensato (a), é saber analisar melhor cada fato e oportunidade e a hora certa de desistir e partir para algo que trará mais recompensas.

 

Faça uma análise e descubra o que é melhor, mas saiba que se você tiver que desistir isso não é sinal de fraqueza ou incapacidade e sim de força e coragem. E quando falamos em desistir, não estamos falando de você desistir de você, mas sim daquela possível vaga que você idealizou e criou uma expectativa gigante e com isso receber o não pode ter doido tanto.

 

Quando deve-se insistir numa situação? O que aquilo deve ter para valer a pena a insistência?

Essa frase – “Eu não vim até aqui para desistir agora!”, é um trecho de uma música que gosto muito. “Até O Fim dos Engenheiros do Hawaii”. Reflita se para você é melhor ir até o fim e não desistir ou mudar os rumos e encontrar outros caminhos que podem trazer novos aprendizados. A melhor resposta sempre está numa análise feita com calma sobre as perdas e ganhos de cada situação, porém o mais importante é sempre se questionar sobre sua evolução e felicidade, o que te faz feliz de verdade?

 

O que faz você acordar todos os dias e viver sua vida? O que você faria sua vida toda se fosse capaz, indiferente de valores financeiros ou recompensas que aquilo lhe trará? Se as respostas forem positivas, então vale a pena insistir, caso contrário você está preste a tomar uma decisão que mudará alguns rumos da sua vida.

 

Então tente entrar nessa tão sonhada empresa de outras formas, mas não desista de você e das suas forças. E vem mais duas perguntas importantes:

  1. E o que você faz para isso acontecer? (você atende os pré-requisitos técnicos e comportamentais da empresa? Tem fit cultural com ela?)
  2. Quais suas ações diárias? (tenho estudado? Buscado fazer minha parte para chegar onde a vaga exige?)

 

Desistência é vista como fraqueza? Por quê?

Como Consultora e Coach de carreira, sei que para algumas pessoas (perfis comportamentais – DISC), a tomada de decisão é algo mais fácil e para outras não, pois existem pessoas que passam uma vida toda infeliz por não terem coragem de mudar algo por achar que desistir será algo ruim. Importante informar que ser visto como fraqueza ou não desistir de algo, vai ser baseado muito no ponto de vista de cada pessoa, mas nesse momento temos que saber o que será melhor para cada indivíduo, ou seja, não ouvir ou se importar com a opinião dos outros, afinal a vida é sua e só você poderá fazer as mudanças que tanto deseja.

 

Cada escolha tem uma renúncia, analise as suas e saiba o que você ganhará ou não com isso. E pergunte para si mesmo: “É mais importante ser visto como fraco (a) ou você ser feliz e realizado (a) nas suas escolhas?”. A opinião do outro, ao outro pertence, então viva a sua vida da melhor forma para você e não para os outros e pelas cobranças que os outros fizeram você ter em você mesmo.

 

Mas quando vale a pena desistir?

Outro exemplo muito comum para saber se desistir vale mesmo a pena, são as pessoas que estão num curso superior, mas depois de algum tempo estudando, descobre que aquele curso não era o que ele (a) queria, mas o medo, a pressão, a preocupação de deixar esse curso e buscar uma nova opção, muitas vezes amarram a pessoa por anos em algo que não trará bons resultados no futuro.

 

Pergunto para você agora, você conhece alguma pessoa que entrou num curso superior e que não gostou, mas mesmo assim continuou e se formou, até trabalhou algum tempo na área, mas hoje mudou de área ou de formação e é bem mais realizado com a nova escolha? Eu conheço várias pessoas e posso garantir que essa “desistência” foi muito mais importante na vida dele (a), do que insistir e não se sentir uma pessoa fraca na opinião dos outros e até na dele (a) mesmo, porque mudou seus caminhos e hoje é dono das suas escolhas.

 

Quais as consequências de persistir demais em algo que não deveria? Pode citar algum exemplo de situação?

Vamos pensar num jovem que conseguiu um tão sonhado emprego, numa “grande empresa”, mas não se adaptou a cultura da empresa, ou a sua equipe de trabalhou, ou até mesmo as suas atividades, criou uma expectativa alta que seria tudo “perfeito”, mas mesmo assim insistiu de todas as formas nesse emprego, apenas para não mostrar fraqueza ou estava insatisfeito de ter conseguido o tão desejado emprego, e agora também tem a questão de estar preocupado com a opinião dos outros. Esse (a) jovem até tem alguns momentos bons no seu dia a dia, mas a grande maioria vive infeliz, briga consigo mesmo se fez a escolha certa e acaba fazem todos os dias tudo sempre igual, vive uma rotina, um trabalho de “aparências” e assim está acumulando dias na sua carteira de trabalho ou experiência profissional.

 

Esse (a) jovem talvez nunca saiba o que é amar de verdade um trabalho, de sentir aquela satisfação, que mesmo após um dia de muito cansaço e cobranças, a sensação de missão de dever cumprido, é maior que o estresse e o alivio que o dia acabou, sendo assim ele (a) terá uma visão sobre emprego distorcida, ou seja, criando crenças limitantes sobre o “tão sonhado emprego dos sonhos”, e até impactando de forma negativa na vida dos outros. Pergunto, valeu a pena insistir? Valeu a pena viver num emprego infeliz?

 

Desistir no primeiro não ou fracasso é sempre ruim? Ou há situações em que já vale a pena desistir logo? Quais?

A pergunta mais importante para saber se você irá desistir no primeiro fracasso é: “Você está cansado (a) e por isso quer desistir ou tem certeza que isso não será bom para sua vida e evolução?”. Muitas situações que acontecem nas nossas vidas, no nosso dia a dia nos cansa, parece que tudo vai tirando as nossas forças, as nossas energias, vamos perdendo a vontade de fazer as coisas que amávamos ou desejávamos, que tínhamos como objetivos, muitas vezes sentimos que desistir é a melhor saída!

 

Convido você a se permitir descansar, sim, pare, repense suas ações, deixe um tempo pra você descansar e repor suas energias, queremos que tudo aconteça tão rápido e é normal sentirmos que não vamos conseguir, então pare um pouco, faça algo por você para renovar suas forças, encontre seu ponto de equilíbrio. Mas se após esse período de reflexão e descanso o desejo de desistir de algo persistir, faça mais uma pergunta: “O que ganho e o que perco com essa decisão?”, avalia as oportunidades e faça uma escolha baseada na emoção e razão, sei que essa “balança” é bem difícil para algumas pessoas, mas entenda que a vida pode te oferecer muitos caminhos, mas quando criamos uma expectativa alta em algo e só conseguimos focar nisso, não vemos outras opções a médio e longo prazo, talvez os “nãos” de hoje serão os “sims” de amanhã, mas a nossa ânsia pelo presente, nos deixa sem perspectiva de futuro e acabamos deixando de acreditar em nós mesmos.

 

E vem mais perguntas: Quais são suas forças? Como elas construíram sua história? O que você tem mais orgulho do que você já fez? Se você tiver que ser lembrado por alguém, como você quer que isso aconteça? Se daqui 10 anos você encontrar você em um emprego, como você quer se sentir (e não estar), quais as emoções e sentimentos quer ter realizado ou ter orgulho? É por ai que você vai começar a entender como suas expectativas encontram seus sonhos, sejam eles agora, daqui há alguns meses ou até anos, mas o mais importante é você saber como você quer se sentir com tudo que você fez ao longo da sua história e não acumular dias na sua vida, afinal mais importante que viver um dia após o outro, é contar boas histórias desses dias, sejam eles na sua carreira ou na sua vida pessoal.

 

Há situações em que é preciso insistir sempre? Quais? Na busca por um emprego dos sonhos, por exemplo?

Outro ponto importante, não existe idade, carreira ou situação pessoal, para quem quer de fato mudar, basta fazer acontecer! Fácil ou difícil, você só saberá se tentar! Ou seja, não tem uma situação que você deve insistir mais ou menos, e sim a que melhor fará você ser alguém mais feliz, realizado e evoluído.

 

Opiniões alheias podem influenciar diretamente nessas escolhas? E isso é bom ou ruim? Como lidar com essas opiniões para ser beneficiado?

Já ouviu falar de terceirizar sonhos? Sim, o sonho de outra pessoa que por algum motivo não conseguiu realizar, passa a ser o seu e assim você é cobrado (a) a fazer e se sente na obrigação de conquistar aquilo, as vezes isso é tão inconsciente que você nem se dá conta que esse sonho não é seu, e sim de alguém muito próximo (pode ser nossos pais, familiares, amigos ou pessoas que de alguma forma nos influenciaram ao longo da nossa infância, juventude e até vida adulta), e dessa forma você sonha em ter “X” profissão, trabalhar em “X” empresa, ter uma carreira de sucesso, ganhar “X” por mês, ser um grande líder e etc, mas já que estamos nos questionando nesse texto, pense mais um pouco, esses sonhos são seus ou dos outros?

 

E não tem nada de errado ter alguém que te inspire e etc, é só analisar pra entender se de fato esse sonho é seu ou não. Também vale ressaltar, como já citei aqui, a opinião do outro, ao outro pertence, sendo assim você precisa entender se a opinião dos outros pode ou não influenciar na sua vida, e como você está permitindo isso.

 

De forma evolutiva, prejudica sim ouvir a opinião dos outros se você está dando mais atenção para ela do que para seus desejos, já que é você que vive sua vida e será você a pessoa mais prejudicada ou beneficiada pelas atitudes que você tomará. Então atenção para você!

 

Pode dar algumas dicas práticas para sofrer menos ao fazer essa escolha de persistir ou desistir? Existe alguma regra que vai funcionar para qualquer situação?

A dica existe e é bem simples, acredite em você sempre, ninguém melhor do que você sabe da sua história, das suas conquistas, derrotas, desafios, medos, alegrias, incertezas e todos esses sentimentos que se misturam dentro de nós nessas fases de espera, mas como sempre digo, o jogo só acaba quando o juiz apita e se seu “jogo” ainda não acabou, mantenha o foco.

 

E para quem o juiz já disse “fim de jogo”, ou o famoso e-mail: “infelizmente você não foi selecionado”, deixa a emoção da dor, raiva, medo, incerteza, fraqueza e seja lá quais aparecerem nesse momento vir, mas depois saiba que esse não pode ser o fim de uma grande história, onde você é o protagonista e onde você escreve ela dia após dia.

 

E a maior pergunta desse texto é? Você vai desistir de você? Ou vai persistir em você?

Estamos aqui em todas as etapas das seleção, e conte com a Seja para ser você sua melhor história de expectativa e realidade!

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