Currículo ou competências: o que vale mais?

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Currículo ou competências: perguntamos para os candidatos e coaches de carreira sobre o que vale mais no processo seletivo!

Dentre os candidatos, as opiniões são bem divididas: alguns acreditam que pré-requisitos do currículo como faculdade/curso é a primeira coisa avaliada.

Outros acreditam que o currículo não pesa tanto assim, mas que as competências são determinantes. Para eles, se o seu CV contar uma história de atitudes, liderança e comprometimento, as chances de passar na análise curricular inicial são maiores e esse candidato ganha mais tempo para contar a sua história nas etapas presenciais.

Há ainda pessoas que acreditam que a faculdade faz pouca diferença e que cabe ao candidato se destacar muito por outros diferenciais.

Currículo como filtro

Para Andressa Rotondaro, coach da Seja Trainee há 5 anos , em se tratando de um processo seletivo tão concorrido como o trainee, o currículo tem grande importância:

“Quando a empresa tem um número muito grande de candidatos na mesma média, ela precisa criar filtros de escolha. Isso significa que os candidatos devem se dedicar já no currículo.

Não é preciso ter experiência formal, mas pode ser uma experiência em entidade estudantil, por exemplo. Experiências como monitoria, iniciação científica ou trabalho voluntário podem mostrar esse candidato em ação, como se ele estivesse trabalhando em uma empresa.

Nós percebemos que as empresas valorizam muito o candidato que buscou criar oportunidades desde a faculdade, tomando a frente em projetos e colocando a mão na massa. Mais importante do que a oportunidade em si é como ele a aproveitou, o que deixou de contribuições e quais aprendizados levou consigo”.

Para finalizar, Andressa deixa uma dica para os jovens em início de carreira:

“Estamos em um momento profissional mais desafiador, onde a situação política e econômica impacta na oferta de empregos em geral e cria uma maior concorrência entre as vagas existentes, mas isso pode encarado como uma oportunidade de mostrar suas competências e seu valor para uma empresa. E isso já começa pela apresentação do seu currículo.”  

Currículo e competências andam juntos

Para Jéssica Lopes, também da equipe de desenvolvimento profissional da Seja Trainee, o currículo já deixou de ser um mero documento com informações de pré-requisito.

“O candidato enxerga o processo seletivo de forma muito dividida, mas a verdade é que currículo e competências andam juntos. Isso significa que é importante mostrar suas competências em ação quando for contar sobre as suas experiências.

As novas tendências de processo seletivo indicam que a empresa quer conhecer a história do candidato a fundo, mesmo no início do processo. É o caso da Accenture (1ºsemestre de 2017), que pediu um vídeo para os candidatos ainda nas fases online.

Com o currículo, a lógica é a mesma. É importante usar cada fase do processo estrategicamente, mostrando o máximo de seu potencial”.

E para tirar suas principais dúvidas, Luís Abdalla, fundador da Seja Trainee esclareceu algumas questões que surgem nas fases iniciais:

Qual a idade limite para ser trainee?

Por ano, são contratados, em média, de 2 a 3 mil trainees. A média de idade entre os aprovados é de 22 a 30 anos. 

É importante destacar que existe um porquê dessa faixa etária. “O objetivo da empresa é formar jovens talentos dentro da cultura da empresa. Profissionais com mais de 30 anos tendem a ter experiências e também maior contato com o mercado”. 

Luís também deixa claro que o perfil que a empresa busca depende do tipo de programa que ela desenhou: “Programas de jovens talentos costumam buscar pessoas que estão no 3º ou 4º anos da faculdade. É o caso de empresas de consultoria, como as Big Four.  

Existem também Programas de trainee mais tradicionais, que buscam candidatos com até 2 anos de formados.  

Por fim, existem programas de Trainee executivo, que buscam candidatos com mais experiências, MBA e especialização. É importante estar atento a isso na hora de se inscrever!”

Curso:

“O curso que você escolhe não é determinante para a carreira que você segue. Por exemplo, você pode se formar em Comunicação e MKT, mas atuar com RH ou vendas…

O mercado entende que as suas motivações vão além dos conhecimentos que você adquire na faculdade.

Nas empresas, pode haver uma preferência para um curso específico, de acordo com o histórico com a empresa.

Por exemplo, um gestor de banco de investimentos pode acreditar que, para uma vaga que exige análises, manejo de planilhas e criação de indicadores, os cursos que mais se adaptaram e tem competências para essa área, são contabilidade, administração e economia. Mesmo assim, se você não fez nenhum desses cursos, mas demonstra desde o currículo que desenvolveu essas habilidades, poderá avançar no processo”.

Para finalizar, Luís Abdalla deixou uma dica importante:

“Se você tem dúvidas sobre quais são as empresas que contratam pessoas formadas no seu curso, uma dica fácil e eficiente é procurar no Linkedin: “Trainee biologia”, “Trainee direito”, etc. Dessa forma, você consegue mapear as empresas que aceitam a sua formação”.

Faculdade:

“Vemos trainees aprovados em faculdades federais, estaduais e particulares. O que a faculdade proporcionou para você é mais importante que a faculdade em si!

O importante é buscar e acumular experiências ao longo da faculdade: empresa júnior, iniciação, trabalho voluntário, estágio de férias, intercâmbio… tudo isso ajuda ele a pensar no seu valor para o mercado”.

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