Segunda graduação é bem ou mal vista pelo mercado?!

Segunda graduação
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A dúvida que não quer calar é: Segunda graduação é bem ou mal vista pelo mercado?

A 2a graduação não é rara. Tem gente que faz um curso, mas no meio do caminho descobre que não é nada do que imaginava.

Outros, se decepcionam com o curso, mas mesmo assim seguem até o final para garantir a formação.

Independentemente da sua vivência, sempre surge aquela insegurança:

  • Ter uma segunda formação prejudica na hora de buscar um emprego?!
  • Qual é a melhor forma de mostrar isso no meu currículo?
  • Vai parecer que não tenho foco?

Calma! Conversamos com as coaches de carreira da Seja Trainee e trouxemos respostas para as dúvidas mais comuns!

1- Ter uma segunda graduação no currículo é ruim?!

De jeito nenhum!

Muitos candidatos começam a cursar uma faculdade, mas percebem que não querem aquilo para sua carreira.

Nesses casos, ter uma 2a graduação não é ruim. Pelo contrário, mostra que aquele candidato teve que tomar uma decisão importante e redirecionar as suas escolhas no meio do caminho.

No entanto, é importante ter clareza do porquê da decisão e, mais do que isso, qual é o sentido da próxima escolha de curso.

“A segunda graduação pode ser bem vista se ela estiver relacionada ao que a pessoa está buscando para a carreira” – conta Fernanda, Coach da Seja Trainee.

Ela conta que a segunda graduação pode ser até um diferencial:

“Esse diferencial aparece quando temos candidatos com perfil comportamental e experiência profissional equivalentes.

O critério de desempate pode ser a segunda graduação, se a empresa sentir que isso é vantajoso para a vaga. Mas isso não é regra.

A empresa pode optar por um candidato com apenas uma graduação, se ele tiver uma trajetória profissional interessante”.

Outro ponto positivo para a segunda graduação é quando ela vem como um complemento técnico para a primeira gradução.

“Um exemplo é um candidato cuja 1ª formação é Engenharia, mas que depois sente que precisa ampliar as suas habilidades de gestão e resolve cursar Administração.

Esse é um ponto que só fortalece o currículo e habilidades! Mas é bom lembrar que durante o processo ele será testado também no aspecto comportamental”, diz Malú, coach de carreira da Seja Trainee!

2- Quanto mais formação, melhor?!

Muita gente acredita que quanto mais cursos e formações, melhor para o candidato, mas não é exatamente assim. O candidato precisa enxergar sinergia entre seus estudos e objetivos profissionais.

Fora isso, é importante lembrar que o comportamento se sobrepõe a técnica. Isso porque as empresas enxergam que a técnica é passível de desenvolvimento, enquanto que o comportamento é dificilmente alterado.

“Hoje as empresas estão mais preocupadas com as competências comportamentais do que as técnicas.

Se estivéssemos na época da revolução industrial, ter duas graduações com certeza agregaria muito valor ao profissional, mas hoje o cenário empresarial mudou e o valor está no comportamento.

Se olharmos para o perfil de trainee que as empresas buscam, há uma preocupação muito maior em como o jovem construiu sua carreira (participou de empresa Júnior, Enactus, DA, estágios, etc) do que somente com o conhecimento técnico que ele adquiriu ao longo da graduação”, diz Fernanda

3- A segunda graduação mostra que não tenho foco?

Se você entende que as suas formações fazem sentido para o caminho que você está buscando, então o fato de ter 2 graduações não é prejudicial.

Outro caso, é quando o candidato faz uma faculdade e depois, muda para um curso completamente diferente. A Coach Fernanda alerta para os riscos:

“Se você tem 2 graduações sem nenhuma relação, como por exemplo: Fisioterapia e Gastronomia, trazer esses dois cursos para o currículo pode não pegar bem, pois mostra a falta de foco do candidato e pode confundir o avaliador.

Nesse caso, é preferível colocar somente o curso relevante para a vaga que você está buscando”.

Outra dica legal é que na entrevista você sempre terá mais tempo para contar sobre você.

Se o seu 1º curso teve uma relevância na sua vida, mas não necessariamente para a vaga, é um “algo a mais” que você poderá compartilhar durante a entrevista.

4- Qual é a melhor forma de mostrar isso no meu currículo?

A melhor saída é pensar na vaga que te interessa e, a partir disso, montar a arquitetura do seu currículo.

“Se, para a vaga que quero, faz sentido mencionar os dois cursos que já fiz, então o melhor caminho é dar destaque a eles.

No entanto, se eu fiz um curso completamente diferente do outro e vejo que não tem relevância para a vaga, o melhor caminho é simplificar meu currículo e não trazer essa informação.

Isso não significa que você escondeu algo do avaliador.

Pelo contrário, você pode até contar essa vivência em uma apresentação pessoal ou entrevista, afinal, descobrir o que você não quer é um passo importante para se aproximar do que você realmente quer”, diz a Coach Gabriela.

5- O avaliador dá mais atenção para qual graduação?

Quando o candidato quer participar de um processo seletivo para jovens talentos, ele encontra alguns pré-requisitos, como ano de formação.

Não importa quantas graduações você já tenha feito, a triagem do currículo sempre vai olhar para a última delas (pelo ano de formação mais recente).

“Se o candidato tem uma 2a formação recente, ele se encaixa no programa de trainee, o que é ótimo.

No entanto, é importante lembrar que o perfil do trainee é buscar jovens profissionais e que se esse candidato tiver uma trajetória mais sênior, mesmo com a formação dentro dos pré-requisitos, ele pode não passar na triagem inicial” – conta Malú.

É importante lembrar que a formação sempre ajudará o candidato, mas o peso maior está nas competências exigidas. Algumas das mais comuns são: atitude de dono, adaptabilidade, relacionamento interpessoal, etc.

Lembrando que os pré-requisitos na ficha de inscrição também são importantes como idade, onde o candidato cursou a 1ª e 2ª formação e se estas formações são complementares e ligam-se ao propósito da pessoa”, diz Malú.

6- Quando optar por uma segunda graduação ou uma pós-graduação e MBA?

Essa dúvida é recorrente e exige uma reflexão sobre a construção da sua carreira, mas basicamente, quando falamos em especialização em determinada área, é importante considerar uma pós-graduação e MBA e não somente uma 2ª graduação, já que, tanto a pós quanto o MBA, dão maior profundidade a um tema específico.

“O candidato que quer se especializar pode buscar uma pós ou MBA, que são muito valorizados no processo seletivo. Porém, é importante destacar a importância de já ter tido experiências profissionais ao ingressar num MBA.

Isso garante que o nível de aproveitamento seja muito maior. ”

Se você está na dúvida sobre a carreira que quer seguir com base na sua formação ou então tem dificuldade de mostrar o valor da sua trajetória, está mais do que convidado para agendar uma consultoria experimental com a Seja Trainee e entender quais são os pontos de insegurança na hora de ser avaliado!


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